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INVESTIMENTOS

ADAPTAÇÃO PARA GARANTIR UM LUGAR AO SOL

Nas florestas tropicais, as altas árvores impedem que grande parte da luz solar chegue ao solo e isso impede o desenvolvimento de algumas espécies. Porém, bromélias e samambaias, por exemplo, se adaptaram para crescer sobre os troncos dessas árvores, para ficarem mais próximas de suas copas e receberem a luz do sol.

 

PANORAMA ECONÔMICO

O ano foi marcado pelo impacto da pandemia da Covid-19 que se iniciou na China no final de 2019 e atingiu Europa, Estados Unidos e América do Sul no 1º trimestre de 2020. Tal evento repercutiu com fortes efeitos na demanda agregada implicando em uma desaceleração da atividade econômica em todo o mundo. Com isso, o desempenho econômico não foi uniforme ao longo do ano, repercutindo em momentos bem distintos para os investimentos (de euforia, pânico e recuperação).

 

O ano começou com um forte sentimento de otimismo no Brasil e no mundo. O mercado local estava eufórico com a recém-aprovada reforma da previdência e aguardava o desenrolar de outras reformas estruturais. A taxa de juros estava em patamar historicamente bastante baixo e os ativos de risco performavam bem até o final de janeiro, quando o mundo e os mercados começaram a se preocupar com o avanço da Covid-19.

 

O momento de pânico apareceu logo em seguida: nos meses de março e abril, mais de um terço da população mundial entrou em quarentena, com lockdowns se espalhando em diversos países. O mundo mergulhou no maior choque econômico dos últimos 100 anos e as bolsas reagiram fortemente a isso, com as quedas de preços dos ativos mais rápidas da história. Em março, as bolsas atingiram os menores valores no ano – o MSCI World chegou a depreciar -32,1%; o S&P500, -30,7%; o Índice Euro Stoxx, -32,7%; a bolsa chinesa, -13,8%; e a bolsa brasileira, -45,0%. Com a desaceleração econômica, o setor mais afetado foi o de serviços, aquele que mais gera empregos, resultando em aumento veloz da taxa de desemprego.

 

O período de recuperação para os mercados iniciou-se com o anúncio de pacotes de estímulos fiscais e monetários ao redor do globo. No Brasil, a cifra chegou a R$ 1 trilhão, com pagamento de proventos de R$ 600 para mais de 66 milhões de brasileiros a título de ajuda emergencial (valor reduzido para R$ 300 em setembro). Além disso, o Banco Central realizou cinco cortes na Taxa Selic no ano: de 4,5% a.a. em janeiro até 2% a.a. em agosto. Tais fatores foram os mais relevantes por trás da recuperação de preços dos ativos e ajudaram a levar, nos últimos dois meses do ano, a transformar-se num momento de certa esperança, principalmente após o aparecimento das vacinas contra a Covid-19. Os investidores passaram a enxergar a vacina como uma realidade e o fato de apenas alguns governantes adotarem o isolamento social total (lockdowns) como no início da pandemia, aplicando restrições parciais e reduzindo o impacto sobre a economia, bem como a definição na eleição norte-americana, reduziram as incertezas que cercavam os mercados, consolidaram esse cenário.

CENÁRIO INTERNO

Até o final de 2019, havia um cenário de crescimento contratado – dada a Reforma da Previdência, com estimativa de economia de R$ 1 trilhão e sinalizando para o mercado, naquele momento, um endereçamento do risco fiscal. Contudo, após os estímulos monetários e fiscais necessários para enfrentar o impacto econômico da crise econômica causada pela pandemia, a relação Dívida Bruta/PIB fez com que o mercado passasse a se preocupar com a trajetória fiscal do país novamente.

 

Como visto no gráfico a seguir, as projeções do PIB para 2020, que no pior momento chegaram a -9,0% em função da forte desaceleração econômica advinda das implicações da pandemia, foram melhorando ao longo do ano, e o próprio mercado terminou prevendo uma queda do PIB próximo a -4,5%.

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As adversidades desse cenário também fizeram com que o mercado passasse a precificar um aumento de prêmio de risco à frente, tanto nos juros futuros quanto no câmbio. O real finalizou o ano com desvalorização de cerca de 23%, mas os vértices mais longos da curva de CDI brasileira já precificam juros mais próximos dos dois dígitos.

 

Por falar em Selic, o lado positivo da política econômica em 2020 foi a redução da taxa de juros para 2%. É fato notório que o juro real baixo é indutivo de crescimento – no entanto, frisa-se que o mercado acompanha atentamente o desenrolar a ser dado para a questão fiscal. Sem a aprovação de uma ampla agenda de reformas não se poderá esperar um crescimento econômico consistente e continuado.

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CENÁRIO EXTERNO

A desaceleração da atividade econômica mundial conduziu a um relaxamento da política monetária nas maiores economias do mundo, como pode ser notado observando-se o comportamento da taxa de Juros Americana.

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Esse cenário permitiu que as taxas de juros das demais economias do planeta também fossem reduzidas, inclusive no Brasil, e estimulou a busca por ativos de risco. Os investidores se mostraram dispostos a comprar títulos de países emergentes e, de certa maneira, ajudaram a amenizar os impactos da crise no País.

 

Com a eleição do presidente Joe Biden nos Estados Unidos, é possível que a economia norte-americana receba um novo pacote de estímulo fiscal para que a atividade retorne ao patamar pré-crise. No entanto, a previsão é de um longo período de taxa de juros baixas.

IMPACTO NO INSTITUTO

O panorama econômico e os cenários interno e externo citados anteriormente acabaram sendo bastante favoráveis para a carteira de investimentos do Instituto, uma vez que, no início de 2020, foi aprovada uma Política de Investimento com mais limites para assunção de risco em Bolsa, Investimentos Estruturados e Investimento no Exterior. Além disso, também foi aprovada a seleção de novos gestores exclusivos de investimentos para a estratégia de investimentos em fundos multimercado FOF (Fund of Funds), com o objetivo de criar um mandado exclusivo de gestão com os melhores gestores do Brasil para a elaboração de um produto de investimento previdenciário de baixíssimo custo, visando capturar o maior retorno possível de cada classe de ativo.

 

Tais decisões permitiram a criação de uma carteira de investimentos balanceada e que se altera em decorrência da oscilação dos preços dos ativos e das mudanças do cenário econômico, capturando prêmios nos mercados de juros, Renda Variável, Investimentos Estruturados e Moedas. Também, uma parcela dos recursos pode ser investida no exterior, obtendo os benefícios da diversificação geográfica. Com isso, as posições em cada um dos ativos se alteram ao longo do tempo, respeitando a política de investimentos, que é construída com base em um estudo estatístico de otimização de carteira e que leva em consideração a expectativa de risco x retorno dos ativos, além da matriz de correlação de retornos.

 

O resultado desse trabalho foi facilmente traduzido em números: o retorno do recente Plano Valor Previdência, implementado no início de 2019, superou no período o CDI (índice de mercado de referência)  Mesmo com a imensa volatilidade foram poucos meses com retorno abaixo do CDI. O  novo Plano encerrou o ano com um retorno (bruto) próximo a 178% do CDI. Além disso, o nível de risco foi baixo se comparado ao retorno obtido ao longo do período, o que proporcionou um índice Sharpe (relação risco x retorno) acima de 0,78.

 

Esses resultados foram objetos de destaque em matéria publicada na revista da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar - Abrapp, que elogiou o desempenho do Valor Previdência quando comparado aos demais planos de previdência complementar fechada com suas mesmas características. O texto foi replicado no boletim eletrônico A!contece, da própria Abrapp, cujo link pode ser acessado a seguir:

PERSPECTIVAS PARA 2021

Tendo em vista o caráter atípico de 2020, vê-se que internamente teremos desafios – todos focados na agenda de reformas proposta pelo Governo Central e que está em tramitação no Legislativo – a serem superados para que seja alcançada a consolidação fiscal. Os sinais de melhoria da atividade ainda são difusos, dado a resposta que se colhe dos diversos setores da economia que ainda estão em fase inicial de retomada e são dependentes do avanço da agenda de reformas.

 

Ante um cenário de taxa de juros em patamares historicamente muito baixos, tanto no lado doméstico (Selic) como no ambiente internacional, a alocação dos planos de benefícios dos fundos de pensão apontará para uma ponderação da relação retorno versus risco dos ativos que integram os segmentos elegíveis para alocação para o ano, priorizando mais em 2021 do que nos anos passados a ampliação da diversificação de ativos, incrementando a exposição na carteiras de empréstimos geridas pelo Instituto e nos segmentos de crédito privado estruturado e investimento no exterior.

POLÍTICA DE INVESTIMENTO

 

Os recursos dos Planos SEBRAEPREV e Valor Previdência são investidos observando-se as diretrizes (limites de alocação, índices de referência e metas a serem alcançadas) da Política de Investimento vigente, que, por sua vez, é proposta pela Diretoria Colegiada, aprovada pelo Conselho Deliberativo do SEBRAE PREVIDÊNCIA, com o apoio da Comissão de Investimentos.

 

A Política de Investimento é definida visando garantir segurança, liquidez e rentabilidade para preservar os benefícios dos seus Participantes e Assistidos. Ela é revisada anualmente ou quando necessário, sempre considerando as características e especificidades dos planos de benefícios, a legislação pertinente e os cenários econômicos. Nela são estabelecidos itens como a alocação estratégica, restrições de investimentos, operações com derivativos e apreçamento de ativos. Merece destaque também a avaliação e controle de monitoramento dos diversos riscos aos quais os recursos do plano de benefícios estão expostos, dentre eles os riscos de mercado, de crédito, de liquidez, legal, operacional, atuarial e de procedimentos.

 

Para a Política de Investimento 2021, os benchmarks estabelecidos para cada perfil de investimento foram os mesmos definidos na Política de 2020:

(i) Perfil Conservador = CDI + 0,66% a.a;

(ii) Perfil SEBRAEPREV (Moderado) = CDI + 1,76% a.a e

(iii) Perfil Arrojado = CDI + 2,41% a.a.

 

Essa manutenção está relacionada ao incremento do perfil de volatilidade dos ativos financeiros, em função das incertezas econômicas globais trazidas pela pandemia. Diversos países flexibilizaram demasiadamente suas políticas fiscais em 2020 com o intuito de mitigar os impactos provocados pela paralisação de suas economias, agravando também os riscos associados às suas insolvências e contribuindo para incrementar as dúvidas quanto à volatilidade dos ativos.  Dessa maneira, estudos da fronteira eficiente demonstram que buscar retornos excessivos sobre a taxa livre de risco pode acarretar em riscos desproporcionais à gestão da carteira de investimentos. Portanto, optou-se por manter a meta de retorno de todos os perfis, controlando a volatilidade esperada.

 

A tabela abaixo demonstra a alocação para a classe de ativos e os limites estabelecidos na atual política:

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Os percentuais estabelecidos para os benchmarks levaram em consideração o risco a ser assumido para cada perfil de investimento a partir do modelo de minimização de risco (Fronteira Eficiente) e manutenção de parâmetro de CDI + spread ao invés de percentual do CDI, em função de um cenário de taxas de juros mais baixas. Cenário que, se perpetuado por um período mais longo, favorece a busca de ativos que remunerem com base em prêmio medido por spread e não mais como percentual do CDI.

 

Cabe ressaltar que como o Perfil SEBRAEPREV (Moderado) é considerado como o padrão representativo do Plano SEBRAEPREV, seus limites de alocação estratégica também são os limites de alocação designados para o Plano Valor Previdência.

 

Os limites de alocação estratégica, bem como os benchmarks e as metas de rentabilidade por segmento de investimento estão descritos nos quadros abaixo.

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ALOCAÇÃO DOS

RECURSOS GARANTIDORES

 

Novamente, a gestão de investimento do SEBRAE PREVIDÊNCIA foi destaque em 2020, visto que, apesar de um ano extremamente difícil devido à volatilidade recorde, os perfis que podem assumir posições de risco (Moderado e Arrojado) superaram os principais benchmarks do mercado (CDI, Ibovespa, e IFIX – Índice de Fundo Imobiliário).

 

O modelo de gestão do Instituto foi reformado em 2019. O SEBRAE PREVIDÊNCIA aprimorou seu processo de gestão contratando um gestor de patrimônio (exclusivo) – produto que é acessível na rede bancária apenas para investidores de elevado patrimônio (acima de R$ 10 milhões) –, responsável por selecionar os melhores fundos de investimentos em cada uma de suas categorias (renda fixa, renda variável, investimentos estruturados no Brasil e no exterior), garantindo o melhor dos dois mundos: boas perspectivas de rentabilidade e diversificação de risco. Dessa forma, o participante do Instituto passou a ter acesso a uma carteira gerida pelos profissionais (gestores) melhores ranqueados em cada uma de suas classes de ativos, possibilitando também a mitigação de riscos através da diversificação do patrimônio. Dentre as vantagens que podem ser destacadas nessa estratégia estão:

 

  • Melhor relação Risco e Retorno decorrente da diversificação;

  • Acesso a investimentos disponíveis no mercado somente para investidores profissionais (com patrimônio acima de R$ 10 milhões);

  • Acesso a uma gama de classe de ativos e estratégias de investimento no mercado local e internacional em apenas um único produto;

  • Acesso a todos os gestores de mercado, onde os melhores em cada estratégia são selecionados;

  • Terceirização da decisão de investimento, no que se refere e melhor alocação de classe de ativos para cada cenário econômico, seguindo um rígido processo de avaliação de gestores realizado por profissionais capacitados e habilitados pela CVM e PREVIC;

  • Redução de custo, pois o custo oferecido pelo produto é inferior ao que um investidor conseguiria individualmente.

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GESTÃO TERCEIRIZADA

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PERFIS DE INVESTIMENTOS

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CONSERVADOR

Orientado para aqueles que não gostam ou não querem correr riscos em seus investimentos, o Perfil Conservador agrupa investimentos considerados de menor risco e, por isso, exclui a aplicação de recursos em renda variável.

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MODERADO (SEBRAEPREV)

É um perfil intermediário, adequado para aqueles que buscam segurança sem deixar de considerar uma certa dose de risco para obter ganhos maiores. Conta com um portfólio de investimento balanceado em Renda Fixa, Juros, Ações, Investimentos Estruturados e Investimentos no Exterior.

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ARROJADO

O Perfil Arrojado destina-se ao Participante com maior tolerância ao risco com o objetivo de buscar retornos mais elevados no longo prazo. O que o diferencia do Perfil SEBRAEPREV (Moderado) é a maior exposição nas classes de ativos de maior risco (Juros, Ações e Investimentos no Exterior).

ADMINISTRAÇÃO

 

As despesas administrativas correspondem aos gastos para manutenção da gestão dos Planos SEBRAEPREV e Valor Previdência, sendo segregadas em despesas de Administração Previdencial e de Administração de Investimentos. Em 2020, o total das despesas administrativas foi de R$ 8.352.106,78.

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CUSTO POR PARTICIPANTE

A Despesa Per Capita ou Custo por Participante representa um indicador para os gastos administrativos por Participante, que permite a realização de comparações sobre a estrutura de custos da Entidade e serve de referência para avaliar a competitividade da instituição. Em 2020, o custo ficou em R$ 873,54, representando um aumento de 5,76% diretamente relacionado a investimentos realizados na digitalização dos processos, melhorias na plataforma web, implantação de ferramentas que permitam melhor atendimento a nossos participantes de maneira remota. Apesar disso, o último estudo publicado pela Previc sobre o assunto, ainda em 2019, mostra que a Despesa Per Capita do SEBRAE PREVIDÊNCIA está 43% abaixo da média do mercado.

 

Com a implantação de novos planos FenaconPrev e CoreconPrev-DF, esperamos que os custos sejam diluídos com a entrada de novos participantes. Como já exposto no Relatório Anual 2019, o SEBRAE PREVIDÊNCIA tenderia a inverter o seu fluxo previdenciário, atualmente positivo, caso concentrasse suas atividades somente no Plano SEBRAEPREV. Portanto, a ampliação do Instituto com a gestão de novos planos é a escolha estratégica correta para viabilizar a sua perenidade.

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TAXA DE CARREGAMENTO

A partir de 2019, a Taxa de Carregamento que incidia apenas na Contribuição Básica foi reduzida de 1,2% para 0%! Contribuições Voluntárias e de Serviço Passado não tem Taxa de Carregamento.

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TAXA DE ADMINISTRAÇÃO

A Taxa de Administração permaneceu estável em 0,8% desde 2013. Porém, em 2019, foi ajustada para 0,9% por conta da extinção da Taxa de Carregamento e outros fatores. O índice foi reduzido para 0,85% em 2020 e sofrerá nova redução, para 0,8%, a partir de janeiro de 2021.

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